Biografia de Angra.net

André Matos – Vocais, Teclados
Kiko Loureiro – Guitarras
Rafael Bittencourt – Guitarras
Luís Mariutti – Baixo
Ricardo Confessori – Bateria

Nome tirado da mitologia dos índios tupi brasileiros, ANGRA significa “Deusa do Fogo”. Uma imagem que evoca beleza, mas também poder de devastação, ANGRA é o nome perfeito para descrever esse quinteto brasileiro, cuja música transpira agressividade, mas também excelência e elegância. Em essência, o ANGRA é um grupo de heavy metal. Porém, suas composições melódicas e emotivas, que agregam arranjos clássicos e outras influências tão interessantes quanto, vêm conquistando os mais díspares tipos de ouvintes ao redor do mundo.

História

A história do ANGRA iniciou-se em 1991, quando cinco jovens músicos começaram a tocar juntos. Cada um possuía seus próprios projetos, mas tinham em comum o desejo de querer ser os melhores naquilo que faziam. André Matos já era reconhecido como excepcional vocalista em virtude de seu trabalho com o Viper. Essa banda conseguiu relativo sucesso, tendo vendido muito bem no Japão e recebido críticas positivas no mundo todo. O grupo, entretanto, começou a modificar a direção musical do seu som, deixando de lado o metal com influências clássicas que André tanto amava para tentar um lance mais simples e direto. André decidiu, então, deixar a banda para se dedicar ao estudo de música clássica. Nesse interim, ele esperava encontrar as pessoas certas para formar uma nova banda e dar continuidade às suas idéias musicais.

Finalmente, André conhece Rafael Bittencourt, que acabara de deixar a banda Spitfire. Já um experiente guitarrista clássico, Rafael encarava a música de forma bastante séria e chegou a morar um ano nos Estados Unidos para estudar
guitarra. Seu profundo desejo de se dar bem foi inspirador para André e as coisas começaram a rolar. Quando o baterista Marco Antunes (que também tocara no Spitfire) juntou-se a eles, uma unidade bastante forte começou a tomar corpo.

Foi, com certeza, obra do destino o encontro dos três com o baixista Luís Mariutti, ex-integrante da banda Firebox. Seu talento como baixista tornou-se ainda mais polido e desenvolvido quando começou a tocar com seus futuros companheiros de ANGRA. A última peça do quebra-cabeça foi encontrada em Kiko Loureiro, um guitarrista cuja maior qualidade é a criatividade e não a velocidade gratuita. Seu estilo de compor dá origem a climas raros de ser ouvidos no power/progressive metal, que se encaixam perfeitamente às idéias que seus companheiros almejavam explorar.

Poucos meses após a estabilização da formação, o ANGRA gravou a sua primeira demo, a aclamada Reaching Horizons. Suas músicas indicavam claramente que o grupo estava destinado a tornar-se grande. Mesclando peso e velocidade com harmonia e riffs ganchudos, as músicas do ANGRA são, ao mesmo tempo, acessíveis e tecnicamente perfeitas. Fixados os alicerces com a demo, a banda parte para a modelagem de sua imensa criatividade e para o desafio de superar sua própria excelência. Aliado ao entusiasmo e amor à arte musical, isso fez do Angra uma das bandas mais promissoras do mundo.

Primeiro Disco de Ouro no Japão

O ANGRA gravou Angels Cry na Alemanha, mais especificamente no estúdio de Kai Hansen, em 1993. O talento da banda, aliado à produção experiente de Charlie Bauerfeind (conhecido por seus trabalhos com o Sisters of Mercy, Glenmore e muitos outros) e Sascha Paeth, guitarrista do Heavens Gate, garantiu ao debut a melhor das recepções em muitas partes do mundo. Sua música, inovadora, mas acessível, levou-os ao estrelato no Japão, ondeAngels Cry chegou à terceira posição na parada internacional, tendo vendido 106 mil cópias, ganhando seu primeiro Disco de Ouro. No Brasil, o álbum tornou-se o mais vendido da Gravadora Eldorado/Sony Music. Leitores de revistas japonesas e sul-americanas elegeram o ANGRA “Melhor Banda Nova” de 1993, sendo que, na Rock Brigade, o grupo (e Angels Cry) papou diversas categorias da votação dos leitores: “Melhor Álbum”, “Melhor Vocalista”, “Melhor Capa”, “Melhor Tecladista” e “Melhor Música (Carry On). O videoclipe de Time foi executado incansavelmente em emissoras de TV do Brasil e do Japão, enquanto que o deCarry On foi indicado para o MTV Video Music Awards.

O sucesso continuou no verão de 1994, quando Angels Cry foi lançado na Europa, pela Dream Circle/Polydor (Europa) e pela CNR Music/Arcade (França). A maior revista da Europa, “Rock Hard”, deu 9.5 ao álbum (de 10), afirmando que o Angra possuía “grande visão, oferecendo composições ao melhor estilo Queensrÿche-com-Savatage-com-Dream-Theater”.

No mesmo ano, André Matos participou da remixagem de três músicas – Evil Warning, Carry On e Angels Cry – para inclusão num EP chamado Evil Warning, lançado somente no Japão, com uma edição limitada de 13 mil cópias que vinha com uma camiseta. Como era de se esperar, o EP tornou-se um item bastante popular entre os fãs do ANGRA.

Nesse meio tempo, a banda levou a cabo uma extensa turnê, já apresentando o novo baterista Ricardo Confessori, substituto de Marco Antunes, que deixara o grupo pouco depois das gravações de Angels Cry. O estilo de Confessori conferiu ao ANGRA energia renovada, enquanto sua condição tecnica encaixou-se perfeitamente às canções do conjunto. Também recrutado para atuar nas apresentações ao vivo, o tecladista Leck Filho tornou possível a reprodução no palco de todos os arranjos de teclados ouvidos em Angels Cry. Obtendo enorme sucesso com suas perfomances, eles chegaram a tocar para 50 mil pessoas na primeira edição brasileira do consagrado festival Monsters of Rock, ao lado de Kiss, Black Sabbath, Slayer e outros. A MTV brasileira apresentou um programa que trazia imagens desse concerto, alternando imagens do Kiss e do ANGRA.

Fora essa aparição televisiva, entrevistas de rádio e uma apresentação acústica na 89FM, o ANGRA continuou excursionando extensivamente pelo Brasil inteiro. Os pontos altos incluíram um show patrocinado pela 97FM, que levou 10 mil pessoas ao Aramaçã, e duas apresentações lotadas no Aeroanta, em março (no segundo dia, 400 pessoas ficaram de fora). Jornalistas e executivos de gravadoras que compareceram aos shows ficaram entusiasmados e as críticas em jornais e revistas que se seguiram foram aclamadoras. O grand-finale aconteceu no dia 13 de maio de 1995, quando a banda foi à Europa para uma série de shows, que compreendiam 11 datas em cinco países, incluindo dois festivais ao ar livre. Desnecessário dizer que os shows foram incríveis.

No período entre o término dos shows e o início das gravações do segundo álbum, os integrantes da banda não tiveram sossego. O guitarrista Kiko Loureiro e o baixista Luís Mariutti foram chamados a criar vídeo-aulas para as séries Guitar Rock e Rock Bass, respectivamente. André Matos manteve-se ocupado, trabalhando como porta-voz do grupo, chegando a viajar para a Europa em maio de 94, quando ele concedeu mais de 50 entrevistas para rádios e revistas.

Segundo CD atinge status de Disco de Ouro no Japão

Mas a jornada do ANGRA rumo à conquista do mundo continua. Desde seu lançamento, em março de 1996, o segundo álbum de estúdio do grupo, Holy Land, já atingiu status de Disco de Ouro no Japão – mais de 100 mil cópias vendidas Tanto os velhos quanto os novos fãs vêm reagindo entusiasticamente à nova direção musical que o ANGRA adotou nesse disco, que mescla melodias indígenas sul-americanas ao metal de raízes clássicas. O conceito por trás do álbum trata da América do Sul, do Brasil em particular, com músicas sobre a história e a cultura da região. Lançando mão não apenas de batucadas, mas empregando autênticos sons e melodias nativos, inspirados em artistas locais, a banda criou um estilo único, intenso e pessoal.

Escrito durante uma estadia de quatro meses numa fazenda no interior do Brasil, Holy Land foi gravado na Alemanha com produção de Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth. O disco foi editado simultaneamente na Ásia, Europa e América do Sul, com a adição de uma faixa-bônus na edição japonesa (entretanto, Holy Land, pode ser adquirido via correio ou como importado em diversos outros países). Uma edição especial limitada, que incluía um CD de três faixas acústicas gravadas ao vivo, foi lançada na França, e correspondia às 8 mil primeiras cópias do disco.
Sempre interessado em manter o entusiasmo de seus fãs, o ANGRA lançou também o EP Freedom Call, que trazia músicas novas e antigos sucessos remixados, além de um cover eletrizante de Painkiller, originalmente gravado para ser incluso no segundo volume do tributo ao Judas Priest, lançado pela gravadora Century Media. A faixa-título foi gravada durante as sessões do Holy Land e apresenta a mesma temática das músicas daquele disco. Além dessa, o CD traz ainda novas versões de Queen of the Night e Reaching Horizons, presentes na primeira demo do grupo e bastante requisitadas pelos fãs.

Shows na Europa, Argentina e Brasil

Embora tenha obedecido a uma agenda totalmente extenuante em 96, o fim do ano não foi de descanso para o ANGRA. Os rapazes botaram o pé na estrada em meados de outubro para cumprir as 23 datas de seu giro europeu. Ávidos fãs na Holanda, Espanha, Portugal, França, Alemanha e Itália tiveram a chance de conferir o poder de fogo que o grupo possui ao vivo, sendo que os dois concertos mais matadores aconteceram em Paris e Milão (o último, em que a banda tocou para mais de 1800 pessoas, o grand-finale da tour). Entretanto, ninguém duvidava do sucesso desses shows, uma vez que o quinteto havia apresentado o novo material aos seus fãs brasileiros em apresentações que percorreram todo o território tupiniquim entre julho e o início de outubro – incluindo dois shows ‘sold out’ no Palace, em São Paulo (cerca de 5 mil pessoas), e um no Aramaçã, em Santo André (cerca de 9 mil pessoas) – com uma repercussão de tirar o fôlego. Além disso, em setembro, obtiveram receptividade igualmente grandiosa na Argentina. Mas foi quando retornou ao Brasil que o melhor aconteceu. O ANGRA abriu o show do AC/DC em São Paulo, dia 12 de outubro, e tocou para cerca de 40 mil pessoas – com excelente recepção. E, finalmente, quando retornou da Europa, os sempre fiéis fãs brasileiros deram-lhe as boas-vindas em novo show lotado no Palace.

Consagrado pela Mídia

Somando-se às excelentes críticas à sua perfomance ao vivo pela imprensa local, a mídia musical mundial concedeu ao ANGRA atenção maciça durante 96. Imediatamente após o lançamento de Holy Land, o álbum alcançou a segunda posição na parada da renomada revista japonesa “Burrn!”. O ANGRA também esteve na capa da edição de Abril da revista, que trazia uma matéria de quinze páginas com o grupo. Na Alemanha, a Rising Sun Productions uniu-se à “Horror Infernal” para distribuir 5 mil singles e posters do ANGRA aos seus leitores. A revista “Heavy Oder Was?!” deu onze pontos (de doze possíveis) ao disco e a “Rock Hard”, 8,5 (de dez possíveis). A “Metal Hammer” da Itália elegeu Holy Land “Álbum do Mês” e concedeu matéria de três páginas ao grupo, enquanto a “Metal Hammer” grega deu 9 pro álbum (dez é o máximo). Kiko Loureiro foi capa da “Young Guitar”, e a “Rock Brigade” e a “Flash” tiveram o ANGRA na capa também. Porém, a lista não termina aí e inclui aparições em diversas outras publicações mundiais: “Aardschock”, “Mindview”, “Metallian”, “Hard n’ Heavy”, “Madhouse”, “Soundcheck”, “Planète Hard” e até uma revista esportiva francesa, com tiragem de 300 mil exemplares, que cobriu o encontro de André e Kiko com o jogador de futebol brasileiro Raí.

E enquanto a banda esteve ocupada em diversas partes do globo, a legião de fãs em seu país natal continuou fiel, fato facilmente comprovável, vide a maciça votação que seu videoclip para a música Make Believe recebeu na parada semanal da MTV Brasil – chegando a ocupar por algum tempo o segundo lugar, dividindo posições com Bush, U2, Metallica e outros medalhões. Os leitores da renomada revista de rock brasileira “Rock Brigade” elegeram o ANGRA “Melhor Banda” em sua votação anual. A banda também obteve invejável votação em categorias individuais, incluindo “Melhor Vocalista”, “Melhor Guitarrista (Kiko Loureiro)”, “Melhor Baixista”, segundo “Melhor Baterista”, segundo “Melhor Álbum (Holy Land)” – perdendo apenas para o Roots, do Sepultura -, segunda, terceira e quinta “Melhores Músicas (todas do Holy Land), e segundo “Melhor Show”. Além destas, o ANGRA foi votado como a segunda “Melhor Banda de Todos os Tempos”, logo atrás do Sepultura.

Shows no Japão

Encerrando as 49 datas da “Holy Tour” em grande estilo, o ANGRA teve a oportunidade de tocar no Japão, em janeiro de 97. Começando e terminando com shows em Tóquio, passando por Nagoya e Osaka, os brasileiros satisfizeram seus fiéis fãs nipônicos com sets poderosos, que incluíram clássicos dos álbuns Angels Cry eHoly Land, assim como o cover de Painkiller, do Judas Priest, e uma versão acústica de Reaching Horizons. No último show da turnê, o ANGRA resolveu comemorar, executando versões explosivas de Raining Blood (do Slayer, com participação dos roadies) e de Wasted Years (Iron Maiden) no bis. Além dos excelentes shows, o grupo também teve o prazer de receber o Disco de Ouro para seu primeiro álbum,Angels Cry, num jantar especial organizado por sua gravadora japonesa, a JVC.

Entretanto, o incansável ANGRA retornou para a Europa para tocar em mais 20 shows. Destas 20 apresentações, 13 aconteceram somente na França. No itinerário esteve também dois shows na Grécia, país em que a banda ainda não tinha tocado, mas onde já desfrutava de enorme popularidade. Além desses, o quinteto também esteve na Alemanha e Itália, onde aconteceu o grand-finale da tour, em Milão. O ANGRA tocou num festival frente a 10 mil pessoas, juntamente com Manowar, Time Machine, Grave Digger, Rage, Eldritch e Moonspell.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s