2001 – SHAMAN Fan Club – Entrevista Andre Matos

Após a promo tour que está sendo realizada com o Virgo, o Shaman provavelmente estará entrando em estúdio pra gravar as músicas de seu álbum de estréia. Nessa entrevista feita com o vocalista André Matos frisamos mais os conceitos musicais da nova banda e os próximos planos além de saber como a banda está estruturando-se pra dar vôos mais altos.

Por Rodrigo Vinhas – guitarrista da banda Thalion
rodrigovinhas@uol.com.br

Shaman Fan Club – No lado musical, o Shaman manteve bastante o que era do Angra, afinal são três ex-integrantes, porém deu uma “enxugada” em termos de arranjos e firulas. Você acha que isso é um amadurecimento
musical?

ANDRÉ MATOS / Acho que é sempre mais fácil complicar do que simplificar. Acho que isso é um amadurecimento, porém no disco haverão mais arranjos do que nas músicas como estão, porém o Shaman vai ser
menos virtuosístico do que foi o Angra.

SFC – Você acha que a banda está resgatando o espírito Holy Land, não pelos batuques, mais pelo lado místico das letras e os climas criados nas músicas?

ANDRÉ / Sem dúvida. Inclusive o nome Shaman que já estava presente nesse espírito. Eu acho que o que mais resgatamos da época do Holy Land foi o espírito
de banda de compor junto e tocar…

SFC – O que você achou do resultado final do Avantasia?

ANDRÉ/ Eu adorei! Acho que é um dos melhores discos de heavy metal dos últimos anos. A história é muito legal no qual eu faço “Eldrane” que é um elfo e participo de três faixas. Fiquei muito feliz de ter sido convidado, inclusive haverá uma parte dois na qual eu também vou participar.

SFC – Fale da sua participação no último álbum do Sagrado Coração da Terra.

ANDRÉ/ É uma das minhas bandas favoritas e bem conhecida no meio do rock progressivo. O Marcos Vianna é o líder da banda, eu tive o prazer de conhecê-lo e rolou o convite. Pra mim foi uma experiência muito legal,
pois era uma música em português e que foi feita pra mim cantar, era algo que faltava na minha carreira.

SFC – O que você acha de álbuns conceituais?

ANDRÉ/ Eu acho bem interessante, além de ser mais fácil de trabalhar, pois todas as músicas são conectadas entre si, é mais fácil pra desenvolver as músicas quando há um conceito definido e também pro “marketing” do
disco pra criar uma ilustração etc… Mas não precisa ser sempre necessariamente conceitual.

SFC – Você considera o Holy Land um álbum conceitual? Pretende fazer isso no Shaman?

ANDRÉ/ Considero sim, mesmo as músicas não tendo uma ordem cronológica falam sobre a mesma temática. Vamos usar esse lance conceitual no Shaman, sem dúvida.

SFC – O que você tem achado da repercussão da banda em shows?

ANDRÉ/ Não poderia ser melhor, não esperava que tudo acontecesse tão rápido, mesmo que seja uma banda nova ou uma continuação do Angra, é uma vida nova.

SFC – Comente as novas músicas apresentadas até agora: Be Free, Blind’s Shell, Time Will Come e For Tomorrow.

ANDRÉ/ Be Free: É uma música que ainda não está definida, apoiada no lado rítmico, baseado em ritmos latinos em uma salsa. For Tomorrow : É uma música que privilegia a voz e os teclados, dando muita liberdade pra
uma melodia, podendo ir da voz mais grave ao mais agudo. Time Will Come: É um Angra mais pesado. Blind’s Shell: Vai no estilo mais tradicional do que era antes no Angra mesmo, tem uma parte orquestrada
bem legal.

SFC – Quando será a gravação do álbum?

ANDRÉ / Será no segundo semestre, o produtor será o Sasha Paeth, que antes atuava como co-produtor e agora evoluiu muito como produtor, produzindo excelentes discos pra bandas como Rhapsody e Kamelot.

SFC – O que você achou da atitude do Marillion de fazer o seu disco sem gravadora com a grana das pessoas que compravam o disco antecipadamente?

ANDRÉ / A idéia é boa, mas é muito complicado acho que vamos seguir o caminho mais tradicional mesmo.

SFC – Como foi participar do show do Viper?

ANDRÉ/ Fiquei bem contente, foi a primeira vez que nos reencontramos no palco, relembrei uma época muito boa da minha vida, foi bem legal tanto pra mim quanto pra eles.

SFC – O que você acha da cena do metal mundial hoje em dia? Você acredita que a época do Metal Melódico está acabando, dando espaço a outros estilos como o Black Metal por exemplo?

ANDRÉ/ É difícil dizer, mas acho que sempre haverá espaço pras grandes bandas seja de qual estilo for, por exemplo o Helloween sempre estará aí o Cradle of Filth também. É aí que o Shaman tem que se impor como uma banda de metal mas com algo único.

SFC – Como foi pra você ser alvo de um tributo?

ANDRÉ/ Foi perceber que estou velho (risos). Fiquei emocionado, nunca imaginei ter influenciado tanta gente. Foi legal ver outras pessoas tocando minhas músicas, achei muito interessante e fiquei emocionado.

SFC – O que achou das bandas que participaram do tributo?

ANDRÉ / Achei bem legal, as bandas tiraram as músicas bem direitinho.

SFC – Das bandas nacionais underground qual você destaca?

ANDRÉ / (Pensativo) Estou esperando uma que eu possa apostar.

SFC – Fale sobre o Looking Grass Self.

ANDRÉ/ Foi apenas uma ajuda que eu dei ao Alex e ao Olaf ( N. do R.Baterista do Rhapsody e baixista do Blind Guardian) que são amigos meus. Dei uma ajuda pra eles gravarem uma demo chamada “Stigmata” mas não sei no que deu ainda, se vai virar um disco, eu realmente não sei .

SFC – Eu ouvi dizer que você faria também um projeto com Michael Weikath o que há de verdade nisso?

ANDRÉ/ O que rolaram foram especulações sobre eu participar do seu álbum solo, se quando ele fizer seu álbum solo ele me chamar, pensarei bastante na proposta.

SFC – Fale da sua participação no trabalho do Henceforth na faixa “I.Q.U”

ANDRÉ/ Foi rápida. Os caras curtiram o resultado e eu achei a música bem legal, foi mais pra dar uma mesclada já que o vocalista novo deles é bem agressivo.

SFC – Fale sobre a proposta musical do Virgo. ( Projeto de André Matos com o renomado produtor e guitarrista Sasha Paeth)

ANDRÉ/ É um tipo de música que foge bastante ao metal, voltado ao rock clássico bem influenciado pelo Queen. Já foi lançado na Europa e em breve estará sendo lançado no Brasil. (www.virgo-on-line.de)

SFC – De onde surgiu o nome Virgo?

ANDRÉ/ Primeiro porque eu e o Sasha somos do signo de virgem, depois porque as letras MP ( Matos e Paeth) são o símbolo de virgem no zodíaco e pelo conceito e tal. Acredito que o álbum saia em setembro, farei uma promo tour a partir de agosto na Europa e no Japão, no Brasil o álbum vai sair pela Century Media.

SFC – Deixe um recado pros seus fãs.

ANDRÉ/ Queria agradecer a todos que estiveram presentes em nossos shows. A gente vai dar uma sumida, o que é fundamental, pra nos concentrarmos e fazer o melhor álbum que vocês já ouviram.

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