2000 – Virgo

O termo supergrupo não se aplica necessariamente toda vez que é estabelecido por alguém supostamente bem informado e pode mesmo soar exagerado quando for usado para o Virgo. Olhando para os líderes do grupo, entretanto, os demais músicos envolvidos, e o elaborado processo de gravação, sem esquecer o material, que vale a pena, você não consegue pensar em outro superlativo para esta banda.

Virgo é o novo grupo fundado pelo vocalista, pianista e compositor André Matos e o multiinstrumentista e compositor Sascha Paeth. No começo dos anos 90, Matos formou o Angra, com quem alcançou o estrelato internacional. Paeth esteve no grupo alemão Heavens Gate por alguns anos e fez seu nome como produtor de bandas como Rhapsody, Angra e Kamelot entre outras. Juntos, os dois fundadores do Virgo estão orgulhosamente apresentando seu auto-intitulado álbum de estréia, que já estava causando um certo alvoroço antes mesmo de chegar às lojas.

Para evitar possíveis malentendidos ou falsas expectativas – e levando-se em conta a história musical de Matos e Paeth, que foi sempre de uma natureza mais crua -, é preciso esclarecer que Virgo não é definitivamente um projeto metal. “Nossa música não tem nada a ver com heavy metal, mas com o rock puro e simples, guarnecido com diversas influências variando do pop ao soul, de elementos mediterrâneos aos loops eletrônicos contemporâneo”, descreve Paeth. Todas as 11 faixas do álbum estão conectadas por um forte sentimento de banda, já que a maior parte foi gravada praticamente ao vivo no estúdio, boa parte delas sem headfones e com todos os músicos na mesma sala, ouvindo uns aos outros, prestando atenção e reagindo. Esta é a forma mais original de se tocar em conjunto.

Este método sofisticado só foi possível em vizinhança adequada e com músicos que conhecem seu trabalho e estão na mesma sintonia com os líderes Matos e Paeth. Foi por isso que o Virgo escolheu o Vox Studios, em Hamburgo (Alemanha), onde colocaram o seu equipamento no estúdio e fizeram seu trabalho. Com o tecladista Miro, o baterista Robert Hunecke-Rizzo e o baixista Olaf Reitmeier, Matos e Paeth convocaram três bons instrumentistas e amigos de longa data, além de ser um time com experiência em outras colaborações.

A maior parte das bases foi gravada no Vox Studios em uma atmosfera de alta concentração, porém de relaxamento total, e com o suporte de um grupo de música clássica, com 15 intrumentos de corda, dois de sopro, um oboé e um côro de seis vozes da mais pura soul music. O material foi mixado e os toques finais realizados nos estúdios Gate e Pathway, em Wolfsburg.

O estilo versátil neste debut do Virgo inclui músicas mais rápidas, como “Baby Doll” e “Blowing Away”, outras mais cadenciadas (“Crazy Me”) e baladas mais sensitivas. Todas as faixas foram compostas por Matos e Paeth, que também é responsável pela produção e a mixagem do produto final. Matos não só cantou como gravou praticamente todas as partes de piano. Estes dois multiinstrumentistas combinam um número de diversos talentos e habilidades que são quase predestinados para criar um álbum cheio de diferentes facetas.

Cada parte do mosaico parece completar a outra perfeitamente, mesmo no nome da banda tudo é calculado como um produto artístico, mas, com uma divina providência. Paeth e Matos são ambos virginianos e, para eles, o fato do símbolo do zodíaco correspondente ser formado pelas letras MP (como em Matos e Paeth) só poderia ser uma indicação do envolvimento de uma grande força. “O nome Virgo é um termo internacional para virgindade e também
se aplica a esta banda e sua música”, explica Paeth. “Para André e para mim, é uma coisa totalmente nova, em outras palavras, território virgem. Com tantas coincidências, esta banda só poderia se chamar Virgo”, afirma o músico.

Paeth está falando propositadamente de uma banda, apesar do Virgo atualmente ser formado pelo duo entre ele e Matos. Mas como ambos têm colaborado com Miro, Reitmeier e Hunecke-Rizzo tão perto, a impressão de “projeto” não surgiu, até porquê os três amigos também têm feito parte da formação do Virgo que tem se apresentado ao vivo. “Basicamente, nós vemos o Virgo como um duo, mas quem sabe o que o futuro vai trazer? Tudo o que posso dizer é que tudo é possível”, diz Paeth.

Não há dúvida que tudo é possível quando se trata do Virgo.

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