Fireworks – resenha revista Heavy Melody

Angra – Fireworks (Paradoxx):

 Produzido pelo lendário e talentoso Chris Tsangarides, que chegou a trabalhar com verdadeiros deuses como Black Sabbath, Helloween eJudas Priest, com quem produziu a obra-prima Painkiller, este é novamente um fantástico álbum que marca a volta do Angra ao fabuloso heavy metal abandonado em Angels Cry, que na minha opinião continua imbatível. Agora tenho certeza que eu não fui o único a reprovar a “timbalada”, ou a “valorização da cultura brasileira” ou sei lá o quê; uma coisa eu digo, se eu gostasse tanto da cultura musical nacional eu não teria escolhido o heavy metal; de qualquer forma, se as “misturebas” fossem tão boas, ou “originais”, nossos amigos não teriam voltado às “raízes metálicas” tão cedo, mas vamos nos conter ao álbum.

“Wings of reality” inaugura Fireworks e forma avassaladora, com introdução orquestrada, pré-chorus e refrão maravilhoso, no melhor estilo “Eagle fly free”, porém com personalidade “Angra”, talvez um acordo de pazes com os fãs de Helloweenmagoados pelas infelizes entrevistas de Andre no passado. Aliás, atéRicardo Confessori parece ter ouvido bastante Uli Kusch, mas comparações à parte, uma música fantástica que na minha opinião já vale pelo álbum inteiro.

Continuando, temos “Petrified Eyes”, onde Chris contribui na letra, a música de trabalho “Lisbon” que começa numa balada melancólica, bem no estilo Metallica e ganha peso e muitas mudanças de andamento, “Metal Icarus”, “Paradise”, outro grande destaque com melodia que gruda logo de cara e um belo trampo de guitarras, “Mystery Machine”, outro grande momento, que novamente conta com a participação de Chris na letra. A faixa-título “Fireworks”, “Extreme Dream”, “Gentle Change”, que é a mais experimental, onde entre outras coisas ainda apresenta influências “regionais”, e “Speed”, que também merece destaque. Enfim, os músicos continuam impecáveis, todas
as músicas estão fantásticas, guitarras pesadas e infernais, menos teclados e mais energia (talvez pela produção), e com a cara do Angra, sem precisar apelar para “originalidade”, embora poucas causem o impacto de “Carry On” ou “Streets of Tomorrow”, mas comparadas com “Carlinhos Brown”, “Daniela Mercury” ou Holy Land, isto aqui é puro heavy metal! Desculpem minha grosseria e ignorância, mas não poderia ser diferente, então: “abaixo a timbalada e viva o metal!!!”.

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