1993 – Review – Primeiro show do Angra – Rock Brigade – Ano 12 – Volume 82 – Maio de 1993

ANGRA – Black Jack, São Paulo/SP (17/04/1993)
por Eduardo de Souza Bonadia A primeira coisa a destacar neste show foi que, nesse conceituado local de shows (que poderia ser – ou que é! – o Marquee brasileiro), foi o recorde de público em seus muitos e gloriosos anos de existência: 570 pagantes, e ainda 120 pessoas ficaram de fora! Para o tamanho do local, isto é superlotação. O Wardeath abriu a noite com um thrash de bom instrumental e vocalista a la James Hetfield (Hugo Mariutti). Desempenhou bem sua abertura, recebendo aplausos, mas ainda tem um bom caminho a percorrer. “Excelente” e “maravilhoso” são alguns adjetivos que tenho para descrever o Angra, seus integrantes como músicos, suas excelentes composições e performance. Afora alguns pequenos desencontros (esse foi o primeiro show deles, e talvez por isso estivessem um pouco nervosos), o grupo foi soberbo; sua música soa melódica, complexa e “clássica”, mas sem perder sua energia e vitalidade. Andre Matos cantou como eu nunca havia ouvido antes, deu um show de interpretação e melodias! A banda, então, nem se fala, todos são excelentes músicos e uma total revelação ao vivo. Destaques? O duo dos “guitarmen” Kiko/Rafael, que são “diabólicos” em seus solos; o baixista Luís é um dos melhores que já ouvi; e o “demolidor” de bumbos Marco deu uma verdadeira aula.

Surpresa mais que especial da noite foi a participação do mago Fabio Ribeiro nos teclados, que deu uma pequena aula do que ele sabe (quer uma aula desse grande músico? Ouça o seu LP solo, você vai babar) e em um dos mais mágicos momentos do show, uma versão mais pesada de Moonlight (única do Viper – ex-banda de Andre – em seu set). Fabio e Andre fizeram o trabalho de teclados juntos – maravilhoso! O set mesclou músicas da primeira demo (a excelente Reaching Horizons, do qual infelizmente somente a própria não foi tocada), algumas novas da ainda inédita demo, tão grandiosas como da primeira; além de uma excelente versão para Wuthering Heights, de Kate Bush. Você é daqueles que torce o nariz para essa última? Pois se essa música já era excelente no original, com o Angra ficou melódica, mas totalmente metal! Sem puxasaquismo; essa banda é muito boa para ficar confinada a um sucesso local, eles merecem muito, mas muito mais mesmo!

Fonte: https://andrecoelhomatos.wordpress.com/2010/02/03/review-primeiro-show-do-angra-rock-brigade-ano-12-volume-82-maio-de-1993/