1998/11/16 – Angra no Olympia/SP – Fireworld Tour – Revista Heavy Melody

Angra (16/11/98 – Olympia – S.P.):

Finalmente depois de um longo tempo sem tocar em casa, o Angra resolve matar a saudade dos seus esquecidos fãs brasileiros num verdadeiro espetáculo de lançamento de seu novo álbum, o magníficoFireworks, que marca também a volta da banda ao seu velho e bom estilo abandonado em Angels Cry. A abertura ficou por conta da excelente banda Henceforth, que já passou por nossas páginas e traz em sua privilegiada formação ninguém menos que Hugo Mariutti (g), André Nikakis (b), Carlos Macedo (d), Cristiano Altieri (k) e o grande vocalista Luís B.J., que substitui Daniel Matos, após ter cantado em bandas de respeito como o Skyscraper. Apesar de curta, a apresentção do Henceforth foi muito bem recebida pela platéia, pois a reação às suas músicas próprias como “In the garden”, “Reaching for the Sky”, “Rise Again” e “Leave” foram tão boas quanto aos perfeitos covers de “Trashed” doSabbath e “Rainbow in the Dark” do Dio, uma banda que já tem um grande público fiel e seguramente está entre as próximas grandes revelações nacionais.

Após a pausa para preparação do palco, uma longa, épica e apoteótica música começa a fluir do playback, anunciando que os anfitriões da noite estavam prestes a entrar em cena. Pouco depois, duas garotas “saradas” entram fazendo malabarismos e peripécias com sugestivas tochas de fogo, brindando o título deste novo álbum que estava sendo festejado, em meio a efeitos e jogos de luzes, quando a intro de “Wings of Reality” recebe nossos heróis que entram tocando esta que, na minha opinião, é a melhor música de Fireworks.

Apesar de recém-lançado, este álbum parece já ter sido totalmente decorado pelos fãs, que cantavam em uníssono todas suas músicas da mesma maneira que os antigos sucessos, seguindo com “Lisbon”, mostrando que esta pseudo-balada também traz ótimos resultados ao vivo, “Nothing to Say”, “Metal Icarus”, “Make Believe”, “Angels Cry”, “Carolina IV”, onde Luís faz seu show à parte, emendando com “Freedom Call”, agora era a vez de Andre fazer seu solo de piano, para depois finalmente encerrar “Carolina IV”. A noite ainda prometia muito e continua com “Silence and Distance”, seguindo com incrível momento solo virtuose de Kiko, “Stand Away”, “Speed”, que também já é um sucesso, as maravilhosas “Evil Warning” e “Carry On”, “Fireworks”, a obrigatória e burocrática “Painkiller” e até a surpresa “Living After Midnight”, num momento inusitado onde todos trocam de postos: volta com uma peruca para cantar, Rafael. Andre segura o baixo, Kiko na batera, numa guitarra e Ricardo e Luís na outra, um grande momento. Quando tudo parecia acabado, todos estavam mais que satisfeitos e já ameaçavam abandonar o local, ainda fomos
presenteados com a maravilhosa “Run to the Hills”, do Maiden. Só ficou devendo mesmo “Streets of Tomorrow”, que na minha opinião é a melhor música do Angra.

Mas o que realmente mais me impressionou foi o alto nível de produção deste show, que pôs no chinelo muita banda gringa famosa que tem vindo pra cá ultimamente, sem falar a tamanha força que o Angra atualmente representa: em plena 2ª feira, uma banda de metal nacional conseguiu trazer mais de 3.000 espectadores e lotar o Olympia, levando maior público que o próprio Blind Guardian trouxe numa 4ª feira em sua primeira apresentação no Brasil!!??, isso
não pode ser ignorado. Definitivamente estamos reconhecendo o merecido valor do Angra, que está representando com orgulho o nome do Brasil lá fora.

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