2002/10/11 – Shaman em Aracajú

Espaço Emes – Aracaju/SE (11/10/02)
Por: Francisco Marinho
Fotos: Igor José G. dos Santos

O show do Shaman, que ocorreu no dia 11 de outubro em Aracaju/SE (cidade litorânia do nordeste brasileiro), foi um grande show. Apesar do pouco número de pessoas que compareceram, para nós sergipanos e fãs de Shaman, foi um grande presente.

Edito este texto a algumas horas depois do show e lembro-me muito bem este show já estava sendo mencionado há uns 2 ou 3 meses, por muitos de meus colegas, que assim como eu, são muito fãs da banda, inclusive de Andre Matos que consideramos um grande músico e profissional. A expectativa foi tão grande que a uma semana do grande acontecimento, Shaman tinha que ser o assunto, que deveria encerrar ou começar os nossos papos. E não foi à toa, pois o show que ocorreu no Espaço Emes foi demais!

No dia tão esperado (que também foi o dia do aniversário do meu irmão Thiago e Matheus Thompson, que peço este espaço para lhes parabenizar! PARABÉNS MATHEUS E THIAGO!) fui em direção ao local do show com alguns amigos, às 20:10. Mas quando chegamos na porta do Emes, ainda não haviam aberto e uma massa negra de metaleiros de todos os tipos (fãs de Angra, Rhapsody, Blind Guardian, Metallica, Iron Maiden e é claro, SHAMAN!) se encontrava aglomerada na calçada, ao lado do Emes.

Só permitiram entrar às 22:30h (o que estava marcado para às 20:00h) mais ou menos.
Primeiro tocaram duas bandas, “War Lord” daqui mesmo de Sergipe e em seguida “Cobalto” que veio da Bahia. Quando foi anunciada a entrada da banda que todos esperavam, só se via todo o pessoal com a grande expectativa do grande show que já havia sendo sentida há muito tempo. Passaram-se uns 15 minutos que para os fãs ansiosos, mais pareceram 20 até a banda entrar em cena. E finalmente o povo começou a gritar em coro: “SHAMAN!” e foi aí que seguido de vários gritos e todos os tipos de saudações, o povo sergipano recebeu os grandes músicos Hugo e Luis Mariutti, Ricardo Confessori e Andre Matos.

A banda começou com tudo e tocaram as músicas do Ritual deixando todos sem parar quietos. As músicas foram seguidas de outras da época do Angra como “Lisbon” (e esta foi uma verdadeira onda de empolgação para o público), “Wings of Reality”, “Nothing to Say”…

Muitas vezes houve intervalos em que alguns dos integrantes da banda se retiravam um pouco, e apenas alguns deles continuavam a mostrar todo o seu potencial. Foi o que aconteceu justamente com Ricardo Confessori, que deu a todos mais do que um show na bateria. Lembro que um amigo meu, gritava e se empolgava a todo o momento durante esta grande demonstração de Confessori. (Começaram a dizer que as baquetas deslizavam em suas mãos!) Mas ele não foi o único a mostrar do que era capaz, é claro. Outro amigo meu mesmo, que toca guitarra, não parava de chamar minha atenção para reparar com todo cuidado os solos de Hugo Mariutti.

O show todo foi muito animado. Apesar de muitas vezes, não só eu, como acho que também os integrantes da banda se decepcionaram com o público em algumas músicas (acho que talvez isso tenha ocorrido pelo número de pessoas que como disse foi pequeno), todos sentiam grande emoção a cada música que começava, como acho que foi o caso de “Fairy Tale” com o grande Matos se dirigindo e tocando no seu teclado essa ótima música. Em certas horas, o público também não se saiu nada mal, como em horas que o Andre coordenava como um próprio maestro, todo o coro que envolvia a platéia.

Passadas as horas, as quais se viam pessoas sendo levantadas por outras no meio do público que vibrava, pulava, cantava e saudava a todas as músicas que se iniciava, como também ouvi muitas vezes do meu lado (em grande parte nos intervalos) pessoas comentando e elogiando a banda. Ouvi coisas sobre Andre Matos como: “Esse cara canta demais! Ele é tudo!”, e outras sobre os irmãos Mariutti como: “É impossível de acompanhar os dedos desses caras!”.

Mas sem mais nem menos, o tempo estava acabando e com uma grande suspeita de uma despedida, a banda começou a tocar: “Living for the Night”. Nesse momento me senti meio que envergonhado e irritado por ter feito com que Andre Matos fizesse uma cara feia para o público na hora de completar certas partes da música. Mas fora isso a música terminou em meio que uma apresentação dos integrantes da banda para o público, sendo que a cada nome mencionado, o mesmo nome era repetido em coro por todos como um gesto de homenagem.

Depois disso, os integrantes da banda se retiraram, com exceção de Matos que fez uma “despedida” do público com um “Valeu galera!”. Nesse momento em que Andre falava, o público começou a gritar: “Carry On”, mas o vocalista fez de que não ouviu e se retirou do palco. As luzes se acenderam e só se ouvia o povo comentando e resmungando: “Ah! Não pode acabar assim” e então uns dois amigos meus me chamaram dizendo: “Vamos Francisco, eles não vão voltar”. Mas não quis saber de sair dali. E então começamos a gritar esperançosos: “CARRY ON! CARRY ON!” algo que se assemelhou muito com o corrido no show de Porto Alegre, onde aconteceu o mesmo tipo de cena.

De repente, só se ouviu os gritos de emoção quando as luzes voltaram a se apagar e a banda entrou com tudo e tocando a introdução da música tão pedida. O público se manteve firme, sem se retirar até ouvir o que esperavam (e olhe que foi esperada mesmo! Pois mesmo antes da banda entrar e durante várias pausas dadas pelo show, eram ouvidos os coros do público pedindo a música!) começaram a vibrar quando entraram finalmente com o início da música que fez com que chamasse a atenção para Hugo Mariutti que apesar de ter sido o único guitarrista a tocar, mandou muito bem!

Pra mim mesmo, foi o momento de maior explosão de emoção e cantei e acompanhei (assim como todos os outros) do início ao fim. Quando finalmente a banda se despediu de verdade e saíram deixando todos com uma grande lembrança de um grande show, me retirei do Emes com meus amigos.

No fim de tudo, só fiquei um pouco chateado porque não consegui nada de lembrança do show como um autógrafo de algum dos integrantes ou até mesmo uma baqueta do Confessori, que ele chegou a jogar pro pessoal, mas infelizmente não consegui pegar. Mas creio que senti isso porque foi, considero eu, uma oportunidade única, pois shows como estes não ocorrem muito por aqui e chegando ao ponto deste texto, gostaria de agradecer, agora, pela grande consideração que o Shaman teve para conosco, povo sergipano que habitamos o menor Estado do Brasil, mas que pelo visto não saiu da preocupação e da importância que os integrantes da banda tiveram quanto a este show que posso dizer, foi muito especial para todos nós.

E agora digo que este show não foi uma simples marcação do que podem pensar que deve ter sido!

SET LIST:

– Ancient Winds
– Here I Am
– Distant Thunder
– Time Will Come
– For Tomorrow
– Wings Of Reality
– Lisbon
– SOLO Hugo Mariutti
– Instrumental
– SOLO Ricardo Confessori
– Nothing To Say
– Over Your Head
– SOLO Andre Matos
– Fairy Tale
– Pride
– Ritual

– Burn (Deep Purple)
– Living For The Night (Viper)

– Unfinished Allegro
– Carry On
– Painkiller (Judas Priest)

– Encerramento com “II Renaissance” (in: “Lasting Child”)

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