2002/11/30 – Shaman em São José do Rio Preto

AVA – São José do Rio Preto/SP (30/11/02)
Por: Ivi Pastorelli Morita

Eu poderia aqui escrever sobre “Living for the Night”(Viper), “Pain Killer” (onde Andre dividiu os
vocais com a crooner da banda de abertura “Shadowside”), “Burn” (Deep Purple), “Lisbon” (Angra) – que eu não ouvia há tanto tempo – sobre a interpretação do Shaman, sobre o som, sobre a banda … mas tudo que eu disser aqui, vai soar meio falso… por um motivo simples: eu não entendo nada de música!
Não sei nada sobre melodia, ritmo e afinação. Não consigo decorar nem as letras que eu acho mais legais. Nunca peguei numa guitarra e minha única tentativa de controlar uma baqueta foi um fracasso total. Mas então, por que eu quero comentar o show? Oras! Porque eu sou parte da platéia!

Gosto da sinceridade de Kurt Cobain (Nirvana), que diz que tem gente que nasce para ficar na frente do palco e outros que nascem para ficar escondidos atrás da bateria, como ele gostaria de ter ficado. Eu sou feliz porque nasci para ser parte do público. Claro que vez ou outra a gente vai tentar fazer umas aulinhas de pauta musical aqui, outras de canto ou qualquer instrumento ali, mas no fundo a gente sabe que o nosso lugar é ali embaixo mesmo. E isso não é ruim. Porque só quem está ali no meio da galera pode sentir o MOSH!

Minha irmã até diz que viu os olhos de Andre Matos brilharem, mas só quem estava na platéia conseguiu entrar nessa espécie de “transe” que começa lento (assim como as introduções das músicas) e vai acelerando até que quando você percebe já está totalmente envolvido, como se você e a banda fossem uma coisa só.
Muita gente diz que isso só acontece em batidas de cabeça nos shows thrash, nos pogos punks ou nos stage dives do hardcore. Nem todo mundo consegue atingir o mosh, e não é algo que acontece sempre.
Mas para mim, só o heavy metal consegue provocar o mosh, só o heavy consegue fazer uma guitarra dispensar o vocal e “falar” sozinha, só o metal hipnotiza e nos joga em outra dimensão, fazendo o corpo entrar em sintonia com o som.

Agora eu chego no Shaman: o show foi exatamente a tradução daquilo que está no flyer: “a magia do metal está de volta”.
E apesar das dificuldades que a gente sabe que existem para trazer esses shows para o interior, acho que realmente ainda vale a pena. Torço para que mais e mais bandas venham se apresentarem aqui.
E eu, que sempre achei Andre Matos metido, até acabei destruindo esse preconceito e percebendo como o cara é bacana, simpático e bem humorado.
Sei que estou escrevendo para fãs do grupo, mas vou terminar aqui com uma frase do Andre – que todos já devem conhecer – e que eu uso sempre quando falo de Heavy Metal: “Há milhares de fãs de heavy metal no mundo que não ligam a mínima para os modismos da semana e para aqueles que insistem em querer decretar a morte do gênero.”.

Uma última frase me é concedida? Então lá vai: Boa viagem e sucesso na turnê internacional. Shaman, vocês merecem!

SET LIST:
– Ancient Winds
– Here I Am
– Distant Thunder
– Time Will Come
– For Tomorrow
– Wings Of Reality
– Lisbon
– SOLO Hugo Mariutti
– Instrumental
– SOLO Ricardo Confessori
– Nothing To Say
– Over Your Head
– SOLO Andre Matos
– Fairy Tale
– Pride
– Ritual

– Burn (Deep Purple)
– Living For The Night (Viper)

– Unfinished Allegro
– Carry On
– Painkiller (Judas Priest) – Participação especial de Dani Nolden (Shadowside)

– encerramento com “II Renaissance” (in: “Lasting Child”)

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