2003/12/07 – Shaman em Santos

AN REVIEW – Santos/SP – Mythos (07/12/03)
Por: Carlos Favalli
Fotos: Fernanda Veiga

Por volta das 20:30h, as portas são abertas para que as pessoas da fila que já se estendia pelo quarteirão a fora pudessem entrar na Mythos, tradicional casa de baladas de Santos, que pela segunda vez se transforma para receber o Shaman, num dos últimos shows da World Ritual Tour. A casa estava praticamente lotada quando a banda Evil Eyes subiu ao palco, uma hora depois da hora marcada para o inicio do show.

Terminado o “aquecimento”, 20 minutos de intervalo e a cortina se abre ao som da magnífica “Ancient Winds”, seguida da entrada da banda quebrando tudo com “Here I Am” e na seqüência “Distant Thunder” e “Time Will Come”. Após um pequeno discurso, Andre Matos anuncia a próxima música: “For Tomorrow”, que é cantada com êxito por todos. Após o efeito de luzes sobre Andre vem a música que ele mesmo considera sua melhor composição: “Lisbon”.

Após “relembrar” os velhos tempos, Hugo Mariutti mostrar que um solo de guitarra não é uma virtuose, mas sim um exemplo de riqueza musical (diga-se de passagem, como qualquer outra música do Shaman). O fato é que apósHugo foi a vez de Ricardo fazer seu solo (ou malabarismo, como preferir!).

Reintegrada, a banda inicia “Ritual”, que fala por si só, como perfeita síntese do que é o som do Shaman (muito diferente de rótulos tais como “metal melódico”, “mystic metal”, blá, blá, blá…). Sem esperar muito tempo,Andre alinha-se a seu teclado e introduz “Fairy Tale”, que conta com participação total da platéia. Então chega a hora de “louvar o espírito do metal” e, em nome de Jesus, “Pride” trás o momento mais vibrante do show (mais até do que “Carry On”, apesar da velha mania de começar a ser pedida com 5 minutos de show).

Uma breve pausa e o tributo ao Ozzy Osbourne, ponto forte dos dois dias de show em São Paulo, é também feito em Santos com as seguintes canções: “Sabbath Bloody Sabbath”, “Symptom Of The Universe”, “Crazy Train” e “No More Tears”, músicas que não foram simplesmente “covers” mas praticamente releituras dos clássicos, tamanha a qualidade da reprodução, mas sem alterar as características concebidas por Ozzy e pelo Sabbath. Nessas quatro músicas, também se deve destacar a participação fundamental de Fabio Ribeiro, que conseguiu em seus teclados muito mais do que simplesmente reproduzir perfeitamente sons de guitarra, mas atuando realmente como um segundo guitarrista, fazendo bases e também solando junto com Hugo. Foi uma performance que o mostra como parte fundamental do Shaman (da mesma maneira que os outros quatro também são), e não um mero “músico de apoio”.

Para finalizar o show, foi a vez da tão aclamada “Carry On”.

Enfim, a banda fez mais um show impecável em que tudo correu bem (ou quase tudo, se levarmos em conta que o microfone do Andre foi parar na galera, assim como a guitarra do Hugo que foi e quase não voltou!). Foi mais um show que mostra todo o talento e integração dos cinco no palco, fazendo um grande espetáculo musical como todos os desta tour. Valeu muito a pena descer a serra para poder vê-los mais uma vez!!!

Carlos Favalli

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