2012/07/14 – Viper no Rio de Janeiro – Viper: Vivendo de novo e com o mesmo gás!

Por André Luiz Costa (@RollouRock) – radiocultfm.com – Viper no Teatro Rival – 10 de julho de 2012

Viper no Teatro Rival – Foto: Mima Rodrigues

Após mais de duas décadas, os fãs do Viper finalmente tiveram uma nova oportunidade de assistir uma apresentação do grupo com sua formação – quase – clássica. E melhor ainda: com a execução na íntegra dos álbuns “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate”, sendo que o primeiro completou 25 anos recentemente e foi o que motivou a atual turnê, batizada de “To Live Again”. O que os cariocas viram na última terça (10/7) foi uma viagem ao passado, quando o heavy metal era um ingênuo adolescente (assim como os membros da banda). Uma época de extrema importância para o que ele é hoje em dia. No palco, estavam lá o contador de histórias, André Matos (vocais); o “etílico” Pit Passarell (baixo); Felipe Machado (guitarra); Guilherme Martins (bateria); e o “adotado” Hugo Mariutti, parceiro de André em sua carreira solo. Já no público, nomes importantes do metal carioca eram figuras fáceis, como Carlinhos, baterista do Statik Majik; Rubens Lessa (Alchemy); Gus Monsanto (Gunpoint e ex-Revolution Renaissance); os DJs Heavy Purista e Renata Roxy, entre muitos outros. Todos se aglomeravam entre as 700 pessoas que lotaram, literalmente, o Teatro Rival naquela noite histórica.

Soldiers of Sunrise

Com poucos minutos de atraso, o Viper aparece com o primeiro set, só com músicas do álbum “Soldiers of Sunrise”. “Knights of Destruction”, “Nightmares”, “The Whipper” e “Wings of the Evil” empolgaram, mas a galera reclamou bastante do vocal, que estava baixo. Até que em um determinado momento, todos começaram a gritar “aumenta o vocal, aumenta o vocal”, e André fez o pedido para o técnico da mesa de som. Nesse meio tempo, o cantor também falava bastante (até demais) e brincava com a plateia, mas isso não pareceu incomodar muito. Pit também não cansava de elogiar o Rio de Janeiro e foi o destaque da festa, mesmo estando descaradamente alcoolizado. O baixista pulou, ganhou presente de um fã e chegou até a dar um mosh. Durante todo o tempo, o clima era de muita diversão dentro e fora do palco.

Depois de “Signs of the Night” e a instrumental “Killera”, finalmente a voz pôde ser ouvida do jeito que todos esperavam, o que resultou na

Viper no Teatro Rival – Foto: Mima Rodrigues

matadora “Soldiers of Sunrise”. Em seguida, muita roda de pogo com “Law of the Sword” e “H.R.”, que fechou o set, sendo que antes desta última, o “professor” André Coelho Matos voltou a lecionar e resolveu explicar a mistura de punk com metal da música. Em alguns momentos, a “aula” demorava um pouco, mas as histórias foram bem interessantes, principalmente pro pessoal mais novo que não viveu tudo aquilo. Pra marcar o intervalo entre o “Soldiers” e o “Theatre”, um vídeo que mostrava o início de toda aquela história e situações engraçadas, como a primeira apresentação dos (ainda) garotos, no Colégio Rio Branco (SP), que resultou em um princípio de incêncio! O filme acaba com a introdução “Illusions”, que daria início a segunda parte.

Theatre of Fate

Todos os integrantes voltam ao palco e começa a fase dos teclados na história do Viper. As clássicas “At Least a Chance”, “To Live Again” e “A Cry from the Edge” foram cantadas em uníssono e cheias de “ôôô”, assim como “Living for the Night”, que veio em seguida. Infelizmente, este hino do metal brazuca tinha tudo pra ser um dos melhores momentos, mas o espírito adolescente dos anos 80 resolveu baixar. Nessa hora, os caras quiseram fazer uma jam pra apresentar a banda e Pit simplesmente desapareceu por alguns minutos, até voltar rindo e zoando André, que acabou assumindo o baixo pra fazer com que a música voltasse ao tom. Um bom tempo de enrolação, mas foi engraçado assim mesmo, e os fãs vibravam o tempo todo, principalmente no momento em que Pit resolveu se jogar na galera. E quando tudo voltou ao normal, entra “Theatre of Fate” e a bela “Moonlight”, emocionante como sempre. Pra encerrar com chave de ouro, a bela “Prelude to Oblivion”, que já vinha sendo tocada nos shows solo de André Matos há algum tempo. Lembrando que tudo isso acontecia com mais explicações do vocalista entre um som e outro, e com Pit pulando igual criança. Detalhe que o público carioca fez a diferença ao gritar “Pit Pit Pit”, ao invés do tradicional “Olê Olê Olê Olê Pitêê Pitêê”, que, segundo o grupo, é o que vem sendo cantado nas outras cidades. Deu pra ver que o cara curtiu bastante.

Viper no Teatro Rival – Foto: Mima Rodrigues

Bis e Meet & Greet

Mesmo com todos de alma lavada, o Viper volta pela terceira vez ao palco e solta ainda o clássico pós-André Matos, “Rebel Maniac”, e o cover de “We Will Rock You”, do Queen, na versão do “Live Killers”, bem mais rápida que a original. Para os felizardos que compraram ingresso para o Meet & Greet, rolou ainda um encontro com os integrantes para uma sessão de autógrafos e fotos. Ponto pra organização do evento que conseguiu evitar os “espertos” que não tinham a pulseira exclusiva e tentavam entrar na fila.

Vale destacar aqui a emoção e o show à parte do público carioca, que saiu do Rival com um sorriso de orelha à orelha. Pouco antes do fim da apresentação, André disse: “Se Deus quiser a gente volta pro Rio com o Viper”! É fato que não vamos esquecer disso e muita gente vai cobrar! Este foi um daqueles momentos que você guarda por anos na lembrança e se pega sorrindo e pensando: “eu estava lá”. Viva o metal nacional!

Fonte: http://culturall.com.br/2012/07/14/viper-vivendo-de-novo-e-com-o-mesmo-gas/

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