2013/11/14 – Andre Matos: execução de “Angels Cry” emociona cariocas

andre matos rival photolc

Foto: Alessandra Tolc – Photolc

Por André Luiz Costa – radiocultfm.com – No último dia 14 de novembro, André Matos veio ao Rio mais uma vez com sua banda solo, e a véspera de feriadão não foi problema para o músico, que cantou para um Teatro Rival sold out e emocionou novos e (principalmente) antigos fãs. Ao contrário da apresentação no Rock in Rio (saiba como foi aqui), onde André teve que resumir sua carreira em uma hora, desta vez sobrou bastante tempo para clássicos e novos sons de sua carreira, incluindo músicas das bandas por onde passou: Viper, Shaman e Angra. Os que preferem esta última então, não tinham do que reclamar, porque, além da divulgação de seu mais novo trabalho, “Turn of the Lights”, a atual turnê também comemora os 20 anos do primeiro álbum do Angra, “Angels Cry”, que teve sua execução na íntegra na segunda metade do show.

Com apenas 10 minutos de atraso, André Matos (vocal), Hugo Mariutti (guitarra), André Hernandes (guitarra), Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria) subiram ao palco do Rival com a nova “Liberty”, seguida de “I Will Return”, com pulos da galera, “Course of Life”, que apesar de nova, lembra muito o Angra, e “Rio”, para finalmente conversar um pouco com o público. Quem acompanha o cara sabe que as vezes a empolgação é tanta que ele não para de falar, e foi o que vimos nessa noite: um André Matos falastrão zoando bastante, pegando emprestado os óculos de uma pessoa do gargarejo para enxergar o set list, reclamando de uma gripe, até tossindo, sem querer, no microfone e recebendo gritos de uma marca de remédio. Era clara a satisfação do cantor naquele momento e isso foi refletido no restante do set, que teve ainda, entre outras, “Fairy Tale”, obviamente cantada em uníssono, “Lisbon”, única do Angra na lista que não fazia parte do “Angels Cry”, “Stop!”, “On Your Own”, que deu uma leve e rápida esfriada, e “Living For the Night”, hino do Viper com direito a mais gracinhas na apresentação dos integrantes (Hugo apresentou o vocalista como o “baluarte do metal”) e até uma jam reggae. Tudo isso serviu muito bem para preparar cada um dos 500 presentes para o encerramento tão esperado pelos fãs das antigas.

Após a pausa para recuperar as energias, finalmente começa a rolar nas caixas a intro “Unfinished Allegro”, causando a histeria dos presentes até o início de “Carry On”, que André já até tentou, sem sucesso, retirar de seus sets. A partir daí foi uma sequência de sons históricos do metal nacional, com coisas que não ouvíamos ao vivo com o vocal original desde o século passado como “Time”, e “Stand Away”, só pra citar duas que deixaram o povo olhando parado sem acreditar naquilo. E o melhor: tudo isso com uma voz impecável, mesmo com a gripe e com algumas partes instrumentais que serviram para descansar a garganta, como o solo de guitarra antes de “Wuthering Heights” (Kate Bush). Outras que faziam muita falta ao vivo e fizeram a alegria dos fãs foram “Evil Warning”, “Never Understand” e a boa, mas infelizmente pouco lembrada, “Streets of Tomorrow”, sem falar na faixa título, que nunca foi esquecida nos sets. E o final, exatamente como no CD, foi com a balada “Lasting Child”, com um lindo coro acompanhando o maestro, fechando aquela noite inesquecível que, provavelmente não veremos mais.

Pra não dizer que ninguém reclamou de nada, muita gente sentiu falta do teclado no palco. A ausência do instrumento quase tirou o brilho de “Wuthering Heights”, “Fairy Tale” e da saideira, “Lasting Child”, mas dá pra perdoar. Vamos ver se essa nostalgia cria uma animação para comemorar os 20 anos do “Holy Land” e do “Fireworks” daqui a alguns anos.

Por fim, não queremos entrar nessa briga, mas é inevitável reproduzir alguns comentários que ouvimos após uma apresentação como esta. Alguns alfinetando o outro lado desse tributo ao “Angels Cry”, no caso o que foi feito pelo próprio Angra. A piada/crítica ouvida na saída foi que os caras precisaram chamar orquestra e convidados internacionais para suprir a falta de um integrante. Não deixa de ter um fundo de verdade, mas já que essa reunião é praticamente impossível, vamos aproveitar as duas opções.

Set List André Matos no Teatro Rival – 14/11/2013

Liberty
I Will Return
Course of Life
Rio
The Turn of the Lights
Fairy Tale (Shaman)
Stop!
Lisbon (Angra)
Drum Solo
On Your Own
Living for the Night (Viper)

20 anos de Angels Cry

Unfinished Allegro
Carry On
Time
Angels Cry
Stand Away
Never Understand
Guitar Solo
Wuthering Heights
Streets of Tomorrow
Evil Warning
Lasting Child

Fonte: http://culturall.com.br/2013/11/28/andre-matos-execucao-de-angels-cry-emociona-cariocas/

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