2014/09/20 – Andre Matos & Imperious Malevolence – Ponta Grossa (Clube Copel)

André Matos - Ponta Grossa set2014 - por Kenia Cordeiro e Clovis Roman am1

Texto por Clovis Roman – Fotos por Kenia Cordeiro e Clovis Roman – Edição por André Luiz

Seguindo com sua turnê que celebra os 20 anos do magnânimo Angels Cry, do Angra, o cantor André Matos passou pela cidade de Ponta Grossa, no Paraná, no último dia 20 de setembro. Ele foi a atração principal do festival Alta Tensão, que reuniu bandas de diversos estilos. Infelizmente, a miscelânea não deu certo, pois o público presente foi muito aquém do esperado.

Após as preparações, a banda Protect The Honor iniciou o evento com seu som moderno, influenciado por bandas como Parkway Drive e Catherine (grupos que coverizaram em seu setlist). Eles passaram por algumas mudanças de formação este ano, mas isto não influenciou negativamente na presença de palco contagiante dos caras. Destaque para o baterista Vitor Hugo, que toca demais.

Depois veio o Fumaça 08, trio formado por membros da família “Collete”. Afinal, na bateria está Sergio, pai do guitarrista e vocalista Wenttor e do baixista Henry. O grupo mandou um som não muito fácil de se rotular, afinal, mistura influências diversas, mas sem muito critério. O show teve seus bons momentos (eles são músicos de qualidade), mas pelo fato de ter durado uma hora, acabou ficando maçante após algumas canções.

O evento teve sequência com o Death Metal violento do Imperious Malevolence. E o grupo chamou a atenção, afinal, seu som ríspido e sem concessões para melodias e refrães marcantes não era estilo que aquele público estava acostumado. Em “Arquiteto da Destruição”, o baixista e vocalista Alexandre Antunes adicionou um adjetivo indecoroso à Jesus, que gerou várias exclamações de espanto e medo no meio da galera. Foi genial. O fato é que vários marmanjos foram pra frente do palco se quebrar no show deles, e se a galera começou meio morna, no final, muitos estavam participando ativamente no headbanging.

Madrugada adentro, finalmente chegava a hora do grande André Matos iniciar sua apresentação. Em carreira solo há muito tempo, o ex-vocalista do Angra subiu ao palco e começou o show com músicas dos seus três álbuns, dando ênfase, obviamente, para The Turn Of The Lights, seu mais recente petardo. Dele, foram cinco canções. Os anteriores, Mentalize e Time To Be Free tiveram um representante cada: “I Will Return” e “Rio”, respectivamente.

Ficou claro que a galera ali não conhecia direito as músicas, e esta parte do show foi um tanto fria por isto. Mas quando ele mandou “Lisbon”, do Angra; e “Living For The Night”, do Viper, o pessoal se animou e cantou junto. E falando em animação, André Matos era só alegria. O cara não parou quieto um momento, cantou parabéns para uma moça, em alemão (!?!),  deu o microfone para algumas pessoas da platéia falarem nos intervalos (teve até “um abraço pra minha comadre” em um determinado momento),  e claro, fez piadas com o nome da cidade. A descontração foi tanta que no meio de “Living For The Night”, a banda mandou trechos de uma música do Charlie Brown Jr. e “Beat it”, de Michael Jackson. Antes do grande momento do set (Angels Cry na íntegra), ainda coube “Fairy Tale”, do Shaman e um bom pedaço de “Painkiller”, do Judas Priest.

André Matos - Ponta Grossa set2014 - por Kenia Cordeiro e Clovis Roman am4

Após um intervalo de aproximadamente 10 minutos, André Matos e banda voltam ao palco, ao som de “Unfinished Allegro”, que obviamente, precedeu “Carry On”, clássico-mor do Angra. Aí todos foram ao delírio, e a animação se manteve em alta até o final. Depois, seguindo a ordem do álbum, eles mandaram “Time”, “Angels Cry” e a belíssima “Stand Away”. E o que mais chamou atenção foi a voz de Matos, que está cantando absurdos! O cara mandou bem em todas as músicas, durante mais de 2 horas de show, inclusive em sons mais complicados, como “Wuthering Heights”. Após esta, inclusive, o vocalista saiu do palco e deixou sua banda fazendo solos e mandando uma versão bacana de “Enter Sandman” do Metallica, com os vocais de Hugo Mariutti, que convenhamos, lembra bastante James Hetfield.  O encerramento veio, claro, com “Streets Of Tomorrow”, “Evil Warning” e “Lasting Child”. A noite foi ótima, teve som para todos os gostos. Uma pena, mais uma vez, que pouca gente tenha prestigiado.

Agradecimento especiais à banda Imperious Malevolence, Kenia Cordeiro e ao produtor do festival, o grande Nhanha.

Setlist
Liberty
I Will Return
Course of Life
Rio
The Turn of the Lights
Fairy Tale (Shaman)
Stop!
Lisbon (Angra)
On Your Own
Living for the Night (Viper)
Painkiller (Judas Priest)

Unfinished Allegro
Carry On
Time
Angels Cry
Stand Away
Never Understand
Wuthering Heights
Enter Sandman (Metallica)
Streets of Tomorrow
Evil Warning
Lasting Child

Vídeos

Imperious Malevolence – Show completo:

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