2014/11/09 – ANDRE MATOS – A CELEBRAÇÃO DE UM CLÁSSICO BAR OPINIÃO

Publicado por: , sexta-feira, 14 novembro, 2014

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Saudações Rockers! Na coluna de hoje, trago a cobertura completa do show ocorrido no dia 09/11 no Bar Opinião, onde, com a produção da Abstratti Produtora, o maior vocalista do heavy metal brasileiro, trouxe o encerramento da turnê que celebra os 20 anos de um dos maiores clássicos do metal nacional. Além de executar músicas de sua carreira solo e das bandas Viper e Shaman, Andre Matos e banda executam na íntegra o inigualável Angels Cry do Angra, lançado em 2003.

Conforme o cronograma, a casa abriu suas portas ás 19:30 hs. Um público razoável já se encontrava no local quando a banda Daydream XI subiu ao palco para o show de abertura. E que show, meus amigos! Eu, particularmente, ainda não conhecia a banda. E que grata surpresa. Praticando um Prog/Power Metal pesado e extremamente técnico, o grupo gaúcho deu, mais uma vez, provas de que nossa cena, não deve nada á cena lá de fora. Formada por Tiago Masseti (vocal e guitarra), Marcelo Pereira (guitarra), TomásGonzaga (baixo) e Bruno Giordano (bateria) – ao vivo, a banda conta com o convidado especial ViniciusMöller (teclados). Lançando seu primeiro trabalho, intitulado The Grand Disguise, o grupo deu início á sua apresentação com a intro Here We Stand, emendando com Keeping the Dream Alive.

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DAYDREAM XI

Fica difícil escolher um destaque, pois a apresentação do grupo foi bastante precisa, técnica e principalmente, pesada. O trabalho das guitarras, muito bem elaborado e  executado, tem seu complemento na cozinha pesada e precisa da banda. Beyond the Veil e About Life and Its Ending deram seqüência a apresentação, mostrando o excelente entrosamento da banda. Wings of Destruction, Watch Me Rise e TheGuts of Hell precederam o encerramento, com a longa, porém magistral The Grand Disguise. Com seus 23 minutos de duração, a música traz toda a versatilidade e pegada da banda, com suas variações e troca de andamentos, algo que só pode dar certo, feito por quem tem competência e conhecimento de causa. Um grande show de mais uma grande banda gaúcha!

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Bruno Giordano, Marcelo Pereira e Vinícius Möller

 Após um breve intervalo, ao som da introdução Masked Ball (Jocelyn Pook), os músicos Rodrigo Silveira(bateria), Hugo Mariutti (guitarra), André Hernandes (guitarra) e Bruno Ladislau (baixo), entram no palco para dar início ao show com a faixa Liberty, que abre o mais recente álbum de Andre Matos, The Turn of theLights (2012). Andre adentra o palco e é ovacionado pelo público. Na seqüência, I Will Return, de Mentalize(2009) seguida de Course of Life. Ao término, o vocalista começa a série de conversas com a platéia e avisa que, como este era um dos últimos shows dessa turnê, algumas surpresas ocorreriam. Mas isso dependeria de como o público reagiria.

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ANDRE MATOS

Rio, do primeiro álbum da carreira solo, Time to be Free (2007) e The Turn of the Lights precederam, um dos mais belos momentos da noite. Com o apagar das luzes, é tocada a introdução de Fairy Tale, única faixa do Shaman presente no setlist. Uma performance perfeita tanto da banda, quanto de Andre, provando que poucos vocalistas conseguem manter a voz intacta com o passar do tempo. Com uma perfeita interação entre banda e platéia, com certeza um dos destaques da apresentação. Na seqüência, Stop, também presente no mais recente álbum, precedeu um dos clássicos do Angra: Lisbon! E aqui, pôde se comprovar a excelência da banda que acompanha o vocalista. Dois grandes guitarristas, sendo que na minha opinião,Hugo Mariutti é hoje, um dos melhores do metal nacional, e uma cozinha de respeito. Tanto que ao término desta faixa, houve um pequeno, mas eficiente solo de bateria de Rodrigo Silveira.

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BRUNO LADISLAU E ANDRÉ HERNANDES

On Your Own trouxe o mais recente trabalho de volta e logo após, o vocalista avisa que a primeira parte do show estava chegando ao fim e disse que a banda tocaria aquilo que a galera pedisse. “Helloween” gritou alguém da platéia. Ao passo que Hugo fez sinal de que essa não havia sido ensaiada, Andre disse que não tinha problema, pois ele podia cantá-la e mandou Eagle Fly Free á capela. E que me perdoem os fãs de AndiDeris, mas a história do Helloween seria outra se fosse ele o vocalista… O término da primeira parte se deu com um dos maiores clássicos do heavy metal nacional, Living for the Night, do Viper. No meio da música uma pausa para a apresentação da banda, onde o vocalista foi só elogios á formação da banda. Ao se referir a Hugo, disse que são parceiros há muito tempo, além de ser um dos maiores guitarristas do Brasil. BrunoLadislau, foi apresentado como um dos melhores baixistas com que já trabalhou. Rodrigo Silveira, definido como um perfeccionista musical por Andre. Já com relação à André Hernandes, se disse muito á vontade, pois o guitarrista foi um dos músicos dos primórdios do Angra, então essa turnê comemorativa fazia muito sentido para ele. Após esta música, os músicos deixam o palco para uma pequena pausa.

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No retorno, o momento mais esperado pelo público. Ao som da introdução Unfinished Allegro, o grupo entra para executar o álbum Angels Cry na íntegra, iniciando pela emblemática Carry On. Executada com perfeição! Time seguiu a performance e trouxe á memória, este disco que há algum tempo eu não ouvia.Angels Cry, saudada a plenos pulmões pelo público, mostrou o quanto a dupla de guitarristas que hoje acompanham Andre, pode ser considerada a mais completa. Revezando solos, Hugo e André Hernandesreproduzem com fidelidade e também, com sua própria identidade as passagens, sem guerra de egos. A bela Stand Away, também contou com uma participação efusiva da platéia. A “folclórica” Never Understand, veio antes dos solos de guitarra. Em seguida, um dos momentos mais aguardados. Whutering Heights, cover de Kate Bush, uma música complicada para qualquer vocalista, foi cantada como se fosse simples. Logo após, Andre avisa que tem uma surpresa, deixa o palco e libera o microfone para Hugo, que junto com a banda, faz uma versão corretíssima de Enter Sandman do Metallica.

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HUGO MARIUTTI E BRUNO LADISLAU

Logo após, Andre retorna ao palco e a pesada Streets of Tomorrow anuncia que a apresentação vem chegando ao seu final. Evil Warning, com suas passagens clássicas antecedeu o momento de “festividade” do show. Perguntando se o público estava cansado ou queria mais uma música (afinal, já estávamos entrando na terceira hora de show), e sabendo que a resposta era a segunda opção, o grupo toca Nothing to Say, deHoly Land, apenas até a metade. Comentando que esta não está muito bem ensaiada e que precisa de mais ensaio e entrosamento (turnê comemorativa de Holy Land, que completa 20 anos no próximo ano, pintando?) a banda deixa a formalidade de lado e manda ver Painkiller do Judas Priest! Emendando logo com Wasted Years do Iron Maiden, o público é então convocado a participar mais diretamente do show. O vocalista pede então que a platéia cante o Hino do Rio Grande do Sul, e é prontamente atendido. Um momento emocionante! E encerra a trinca de covers com nada mais nada menos que Breaking the Law, também do Judas! Antes do encerramento, palavras de agradecimento e a promessa de que Porto Alegre será um dos primeiros lugares a serem visitados pela banda na próxima turnê. Então, a execução de LastingChild pôs fim as mais de 3 horas de show. Fica aqui o registro desse grande espetáculo!

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Deixo aqui um agradecimento especial a Abstratti Produtora pela atenção e tratamento dispensado!

Até a próxima!

 

LONG LIVE ROCK N’ ROLL!!!!!!

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