Andre Matos em Sorocaba – The Turn Of The Lights/Angels Cry Tour

A cidade de Sorocaba/SP recebeu na última sexta (22/03) o primeiro show da nova turnê de Andre Matos (ex-Viper, Angra & Shaman)
O show ocorreu no Pirilampus Bar que teve casa cheia para receber o ‘maestro’ do Metal. Antes da atração principal, porém, duas bandas foram responsáveis pelo aquecimento do público: Dream Wild (metal tradicional) e Pop Javali (hard rock). As duas bandas fizeram boas apresentações, a primeira mesclando covers e músicas próprias e a segunda apostando em um repertório autoral.
Mas o público estava ali por um motivo: ver aquele que é o principal vocalista da história do metal nacional. Talvez o complexo de vira-lata de alguns torne difícil aceitar isso, mas é inegável que em sua trajetória musical Andre Matos gravou álbuns que se tornaram clássicos do estilo e lhe trouxeram fama mundial.
Por isso, ver esses alguns desses clássicos executados ao vivo é um privilégio. Nesse caso um privilégio ainda mais especial, já que a apresentação foi dividida em duas partes.
Na primeira, um apanhado geral da carreira de André Matos incluindo músicas de seus três álbuns solo (Liberty, Course  of Life, Rio, Stop!, On your Own e I Will Return) acrescidos do hit Fairy Tale (gravado com o Shaman) e que teve seu encerramento com o hino “Living for the Night” do Viper.
Encerrada a primeira parte do show, um breve intervalo para que então o tal “privilégio especial” se concretizasse. Isso porque a segunda parte do show trouxe o clássico álbum “Angels Cry”, gravado com o Angra em 1993, executado na íntegra, da introdução “Unfinished Allegro” à faixa de encerramento “Lasting child”.
Como fã incondicional desse álbum, confesso que me emocionei ao escutar novamente faixas como Time, Streets of Tomorrow & Angels Cry na voz de seu intérprete original. E ao vê-los executados com maestria pela banda composta por Hugo Mariuti (guitarra), Rodrigo Silveira (bateria), Bruno Ladislau (baixo) e André Hernandes (guitarra) se compreende porque Andre Matos  recusou-se a se reunir com o Angra, ao mesmo tempo em que riqueza de detalhes de cada composição nos faz lamentar que as divergências entre os músicos envolvidos em sua criação tenham os impedido de desenvolver juntos uma discografia mais numerosa.
Difícil escolher destaques entre as músicas. Acho que o destaque foi mesmo a aparente satisfação de André Matos que demonstrava estar genuinamente feliz em estar começando uma nova turnê, sinal de que muita coisa boa inda está por vir!

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