Symfonia – São Luis do Maranhão, MA – 06/08/2011

O show do SYMFONIA começou às 15 horas. Calma, você não perdeu nenhuma música, é que a produção divulgou que nesse horário ocorreria uma tarde de autógrafos na loja de instrumentos musicais Harmônica (também da produção).
Com umas 60 pessoas presentes, a espera foi longa, muitas pessoas sentadas escutando Symfonia pelo celular. Destaque para um fã vestido com uma camisa do Japão que trouxe uma mochila com toda a sua coleção com mais de 20 CDs com toda a carreira do André Matos e demais integrantes do Symfonia. Falou que iria autografar até o próprio ingresso.
Antes dos integrantes chegarem, a produção chegou com 4 cadeiras, o Shock Review estranhou e pensou “quem não vem, já que são 5 integrantes?”. Apostamos que, pelo temperamento seria o Timo Tolkki, conhecido no meio do Metal como polêmico e genioso.
Quase às 17 horas chegam 2 táxis e todo mundo sacou, são os caras e para surpresa de todos, o ausente foi… André Matos, supostamente em uma entrevista de rádio.
Dentro da loja o CD da banda (R$ 25,00) e a camisa (R$ 35,00) eram vendidos, abertos e já autografados.
Na entrada do show havia um público de umas 200-300 pessoas e a partir das 22h o público começou a entrar e o show se iniciou pouco antes das 23h, com um público pequeno para a capacidade do Let it Beer que comporta 1.400 pessoas, mas como quantidade não é qualidade, quem comprou o ingresso fez valer cada centavo curtindo bastante o show. O SYMFONIA entrou primeiro pois o vôo deles saía às 3h da manhã.
Timo Tolkki apesar de muito acima do peso entra correndo e pulando. André Matos com seu típico casaco de veludo roxo e cordão de cruz a la Ozzy aparece arrebentando com “Come by the Hills“. Symfonia surge mostrando uma equalização excelente, acima do visto no show do Angra. Finlandês e Alemão sabem arrumar um som. Um pouco depois para queimar nossa lingua ocorreu alguma microfonia, um pequeno ruído (que acreditamos ser do playback de partes faladas e introduções do CD) e a guitarra do Timo Tolkki falhando algumas vezes em umas 2 músicas.
Seguiram diversas músicas do bom CD “In Paradisum”, único trabalho do recém criado grupo, como a boa “Raphsody in Black” e a conceitual faixa título “In Paradisum”, apresentada por Andre Matos como uma faixa hino que ficará no futuro como uma das grandes músicas do gênero. Alguns covers das ex bandas dos integrantes também fizeram a alegria da galera. Do Angra teve uma até então inédita ao vivo “Lasting Child”, do Stratovarius teve “4th Reich”, música conceitual bem cadenciada e pesada e a porrada “Stratosphere”. O pessoal gritou “Carry On” e “Black Diamond” mas não foram atendidos.
Um ponto alto do show, anunciada pelo André Matos como o ponto mais sentimental do show. A aguardada balada “Don´t Let Me Go”, André Matos tem uma excelente mão para baladas, sempre trazendo em seus trabalhos baladas muito bem feitas.
Andre Matos com a conhecida categoria, interagiu com o público e deu aula de presença de palco. O baterista, Alex Landenbur (Annihilator), o tecladista Mikko Härkin (ex Sonata Arctica) e o baixista Jari Kainulainen (ex Stratovarius, Evergrey) deram conta do recado mostrando muita qualidade e técnica. Timo Tolkki se mostrou um pouco enferrujado. Entrevistado pelo Shock Review, Fozzy (grande guitarrista da ilha, da lendária banda Guinevere, e atualmente na Brutallian), falou que o cara precisa de umas aulas de palhetada e que engatou muita nota, dizendo que mesmo com o som ruim não era para engatar tanto.
No final, o Symfonia emendou “Fields of Avalon”, o ponto alto da noite, música inclusive que o Shock Review colocou no youtube para todos conferirem. Teve até roda de tão pancada que a música foi. Clique aqui para ver.
A banda encerra com música de outro projeto anterior do Tolkki (Revolution Ranaissance), “I Dit it My Way”, com um excelente e grudento riff e refrão.
A banda foi devidamente apresentada, com longos aplausos para todos, o que deixou os músicos muito satisfeitos e novamente impressionados com o público da Ilha. Eles se abraçaram e fizeram aquela costumeira abaixada de cabeça que os artistas fazem ao final do espetáculo. Aula de educação e gratidão ao público que mereceu.
1 hora depois do fim do show, entrou a Tierramystica, grupo de folk metal do Rio Grande do Sul que tem 7 integrantes, entre eles um especialista no sopro com vários instrumentos de bambu, dando um toque regional ao metal de muita qualidade. O vocalista e o surpreendente back vocal, que carregava um mini violão (provavelmente regional também) cantavam muito bem, boa surpresa.
A nota estranha e negativa do show ficou por conta do elogiado vocalista, que mostrou muita ingratidão com o Symfonia inflamando o povo contra os “gringos” dizendo que nehum gringo presta e que quem anda com “gringo” (Andre Matos???) também não presta. A contradição é que, os caras cantam em INGLÊS !!!Pra piorar logo depois que ele falou essa asneira advinha a música que os caras tocaram?? “Fear of the Dark”, isso mesmo, hino do Iron Maiden. Em suma, cantando o cara é bom, agora falando…
O CD do Tierramystica estava sendo vendido lá dentro, antes de começar o show do Symfonia por R$ 10,00 sendo autografado na hora.
Uma pequena briga se iniciou, durante “Fear of the Dark”, com provável contribuição do teor pesado do discurso do vocalista do grupo sulista e acabou chegando lá fora onde a polícia apareceu e deu um basta nos tristes “headbangers” que sujam a imagem de quem vai curtir um Metal.
Parabéns ao público, que apesar de não ter comparecido em peso curtiu e fez uma festa muito bonita, cantando e curtindo a música. Parabéns ao Let it Beer que depois da reformulação se tornou, segundo Andre Matos, a melhor casa de shows do Norte Nordeste.

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