Viper – BH/MG

Belo Horizonte recebeu no último dia 29/10, no Music Hall, uma das turnês mais aguardadas do Heavy Metal nacional nos últimos anos. Pisou pela segunda vez na capital mineira o Viper, que retornou com sua formação clássica, e está rodando o Brasil com a “To Live Again”, turnê responsável por reeditar os principais discos de sua trajetória: “Soldiers of Sunrise” (1987) e “Theatre of Fate” (1989).

A tour “To Live Again” teve inicio em junho em show realizado no Estado de São Paulo. Desde o início da turnê a banda já percorreu mais de 15 cidades brasileiras como Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Ponta Grossa, Joinville, Curitiba e Porto Alegre. Para Belo Horizonte foi escalada a banda Pleiades, tradicional quarteto belorizontino que ficou conhecido por abrir para Sepultura, Deep Purple, dentre muitos outros.

Pleiades

Atitude e energia de sobra

Quem acompanha os shows em Belo Horizonte é prova viva de quanto a banda Pleiades demonstrou evolução. Ao longo dos anos o grupo colecionou aberturas para nomes de peso como Sepultura, Deep Purple, Nightwish, dentre outros, além do lançamento do atrativo disco “Pleiades”, que contou com a produção de Gustavo Monsanto (ex-Adagio, ex-Revolution Renaissance). Para melhorar, a banda comemora a recente aparição no programa Astros, do SBT.

Em mais uma boa performance ao vivo o grupo trouxe, com energia e vitalidade, algumas de suas principais composições. A marcante ‘Fire, Fire!’ abriu o show e já obteve aplausos do público que ia chegando a casa. Daí para frente canções como ‘Nobody Buys Me Earrings’ e ‘Freedom’ trouxeram agitação e, acima de tudo, entrosamento e bom trabalho instrumental.

Cynthia Mara (vocal) fez questão de agradecer a presença de todos e mostrou-se, como sempre, bastante carismática com a plateia. Foi ela mesmo que ditou o ritmo na inédita ‘Pagar pra Ver’, canção que traz o grupo apostando na língua portuguesa. Entre bons riffs e solos bem executados por André Mendonça (guitarra), veio o cover de ‘Ace of Spades’, do Motorhead, sequenciado pela última canção da noite, a própria ‘I Blame’.

A abertura para o Viper marcou mais uma positiva página na carreira do Pleiades, grupo que vem demonstrando como fazer um trabalho de qualidade, sempre esbanjando dedicação, empenho e amor pela música!

 

Viper

Apresentação confusa que dividiu opiniões

As expectativas eram as melhores para a apresentação do Viper em BH. Tudo porque estamos falando de uma das principais e mais influentes bandas que o Heavy Metal nacional já viu. Um grupo que marcou época pelos seus bons trabalhos e revelou para o mundo um dos vocalistas mais talentosos da música pesada, ninguém menos que Andre Matos.

O grupo composto por Pit Passarell (baixo e vocal), Felipe Machado (guitarra), Hugo Mariutti (guitarra), Guilherme Martin (bateria) e pelo próprio Andre Matos (vocal) não se apresentava em BH há 18 anos. Para os shows da “To Live Again” a banda preparou um set caprichado e que relembrou os hits de dois dos seus principais registros: “Soldiers of Sunrise” (1987) e “Theatre of Fate” (1989).

Foi só Andre e sua turma subirem ao palco para que os belorizontinos pudessem imaginar que a noite seria memorável e digna de uma das maiores bandas do Metal pesado brasileiro. Entre gritos e aplausos veio ‘Knights of Destruction’, canção responsável por abrir a noite e incendiar a casa.

Nem mesmo o mais pessimista fã do Viper poderia imaginar que a apresentação em BH iria ficar marcada por problemas e imprevistos desagradáveis, mas foi o que aconteceu. Entre clássicos como ‘The Whipper’, ‘Signs of the Night’ e ‘Killera (Princess of Hell)’ notava-se uma banda confusa e que parecia surpresa com a performance inusitada do baixista Pit Passarell.

O músico foi o centro das atenções durante todo o show devido à sua conduta nada compenetrada no palco. O baixista parecia mais preocupado em se divertir do que fazer seu trabalho, o que foi visto pelo descompromisso com a execução precisa de seu instrumento, fala arrastada e discurso de gosto duvidoso. Tais atitudes irritaram o público – que chegou a vaiar – e negativaram uma noite que tinha tudo para ser inesquecível.

Para piorar, um telão exibiu durante aproximadamente 20 minutos um documentário sobre a trajetória da banda. O resultado? Algumas vaias e uma pausa que esfriou ainda mais todo o espetáculo que, diga-se de passagem, não estava convencendo.

Em meio ao “vexame momentâneo” de Pit Passarell, a banda buscava agradar aos seus fãs com alguns de seus principais hits. O público cantou e vibrou ao som de canções conhecidas como ‘At Least a Chance’, ‘To Live Again’, além da aclamada ‘Living for the Night’, cantada a exaustão e um dos destaques da noite.

Em meio ao Heavy Metal veloz e poderoso feito pela banda mereceram destaques positivos o trio Hugo Mariutti (guitarra), Felipe Machado (guitarra) e Guilherme Martin (bateria). Todos os músicos esbanjaram garra para superar os imprevistos da noite e proporcionaram momentos de puro profissionalismo e dedicação em prol do Heavy Metal. Andre Matos, por sua vez, manteve a qualidade de sempre e mesmo com os problemas, que variavam entre ajustes no som e a “confusão” de Pasarrell, buscou interagir com a plateia e honrar o retorno do Viper!

Solos envolventes, bons arranjos de guitarra e passagens pesadas de bateria ditaram parte do set. ‘Theatre of Fate’ e ‘Moonlight’, por exemplo, foram acompanhados por olhares atentos do público que, acredite, ainda presenciava atitudes cada vez mais bizarras de Passarell.

Antes da saída para o bis, Mariutti ainda tenta reconquistar a platéia puxando os gritos de ‘Evolution! Evolution!’, anunciando o disco de onde viriam as faixas que fechariam a apresentação. Entretanto, ao executar a faixa que dá nome ao álbum, Pit Passarell não demonstrou a mesma competência de quando era vocalista do Viper. Entre uma mistura de vaias e aplausos, a banda emendou os clássicos ‘The Spreading Soul’ e ‘Rebel Maniac’, até que viesse o momento final com o cover confuso de ‘We Will Rock You’, faixa que se tornou pouco atrativa para a ocasião.

Um show longo, que contou com imprevistos e desencontros, marcou o retorno histórico do Viper em Belo Horizonte. Uma apresentação que se revezou entre o profissionalismo de quatro músicos, lampejos de bons momentos e uma performance, no mínimo, pouco elogiada de seu baixista.

Set list:

1ª parte: Soldiers of Sunrise

Knights of Destruction

Nightmares

The Whipper

Wings of the Evil

Signs of the Night

Killera (Princess of Hell)

Soldiers of Sunrise

Law of the Sword

H.R.

2ª parte: Theatre of Fate

Illusions

At Least a Chance

To Live Again

A Cry from the Edge

Living for the Night

Theatre of Fate

Moonlight

Prelude to Oblivion

Encore: Evolution / Cover

Evolution

The Spreading Soul

Rebel Maniac

We Will Rock You (Queen cover)

 

Fotos: Luis Fernando (Rádio Webroots)/Rafael Almeida

Por Reynaldo Trombini

Fonte: http://www.metalclube.com/novo/resenhas/shows-e-festivais/12416-viper-bhmg.html

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