Viper vive em Joinville situações do começo da carreira

Um dos pioneiros do heavy metal nacional, a banda Viper tocou em Joinville na noite da última quinta-feira (19). A apresentação foi a antepenúltima da turnê em comemoração aos 25 anos do lançamento do álbum “Soldiers of Sunrise”. Além das músicas do primeiro trabalho, a formação clássica da banda tocou todas as faixas de “Theater of Fate”.

Marcado para começar às 22h, demorou quase duas horas para a casa abrir. O local é mais uma daqueles que costuma receber baladas de pagode, sertanejo e hip-hop, mas desde junho já aconteceram vários eventos de rock, inclusive shows de Velhas Virgens e Children of the Beast. Então, se você já esteve em lugar parecido, com um palco pequeno, mesas para que se possa ficar em pé e apoiar as bebidas, etc dentro de todo um padrão, deve ter uma noção de como é. (Se não, veja fotos panorâmicas e mais informações aqui.)

A banda Just Face entrou tentando compensar o atraso, cortando cinco músicas do repertório, que misturou covers e composições próprias. Mal tinha começado o show, o microfone do vocalista falhou e o cantor teve que apelar para o do guitarrista. Ouvi/li reclamações sobre a qualidade das letras da banda e a execução de covers. Não tenho opinião formada porque, como a maioria dos equipamentos de casas pequenas, o som saiu estourado, principalmente para quem estava na frente. Just Face terminou com “Ace of Spades”, do Motorhead, e levou pelo menos mais uma hora até que a banda de abertura tirasse seus equipamentos e os roadies do Viper fizessem os ajustes.

Após uma ansiosa espera dos fãs, os integrantes do Viper entraram no palco, um por um. André Matos chegou depois, em meio a fogos de artifício que saíam dos cantos. A banda tocou o álbum “Soldiers of Sunrise” na íntegra, como divulgado. Estranho foi ver uma banda fazer um intervalo depois de meia hora. Até compreensível, se pensarmos que toda banda está na casa dos 40 anos.

Durante a primeira parte do show, microfone falhou várias vezes e André foi reclamar com o roadie e não conseguia esconder a insatisfação no rosto, apesar do equipamento de som ter melhorado um pouco. Na volta para tocar as músicas de “Theater of Fate”, o vocalista parecia mais relaxado. Certamente bebeu um pouco no camarim, sem chegar ao estado alcoólico de Pit Passarell. Já na primeira parte do show, o baixista tirou a camiseta e mostrou desenhos feitos com canetinha em sua pele. Quando pegou o microfone pela primeira vez para falar, foram inevitáveis entre as pessoas da plateia comentários sobre como Pit balbuciava as palavras. Lembrou aquele parente que enche a cara durante uma festa de família e resolve fazer um discurso.

Com exceção do baterista Guilherme Martin, Pit e André abraçaram todos da banda enquanto tocavam o repertório. Ainda no clima de festa pela reunião (e para esquecer os problemas técnicos, talvez), o baixista foi (de novo) para o microfone discursar e o vocalista mostrou sua habilidade no contrabaixo. Tudo no meio de “Living for the Night”. Os fãs também fizeram uma rodinha durante essa música, algo que eu não esperava. (Há músicas muito mais agressivas, no álbum “Soldiers of Sunrise”, por exemplo.)

O Viper terminou de tocar o álbum “Theater of Fate” e o público pediu músicas de outros trabalhos. Todos esperavam “Evolution”, “Crime”, “Spreading Soul”, “Rebel Maniac” e o cover “We Will Rock You” porque foram tocadas no primeiro show da turnê. “O Pit não tá querendo tocar ‘Evolution’…”, provocou André. Pit tentou cantar alguns versos da música e parou. Então a banda começou “Rebel Maniac”. “We Will Rock You” encerrou o show. Os integrantes do Viper agradeceram a presença de todos, reverenciaram a plateia (como no teatro) e saíram. Pit Passarell e Hugo Mariutti ficaram mais um pouco e também foram para o camarim. Hugo ainda voltou, tirou fotos e deu autógrafos. Depois, os fãs puderam ir até outro ambiente da casa encontrar os outros integrantes da banda. Por seu sucesso internacional, André Matos foi o mais procurado. Não faltaram fãs com LPs do próprio Viper, encartes de CDs e DVDs do Shaman, carreira solo do cantor, trabalhos que fez junto com o Avantasia e no supergrupo  Symfonia. Isso irritou os seguranças, que queriam agilizar a entrada e saída do local.

Mesmo com todos os problemas técnicos, críticas que li a respeito da atitude da banda no palco e observações sobre a voz de André Matos, valeu a pena ter ido. Pela primeira vez fiquei exatamente na frente do palco, na primeira fileira, a centímetros da banda, separado apenas por uma corda. Também foi uma oportunidade de ver ao vivo um dos mais famosos cantores da cena heavy/power metal mundial (André Matos) e uma das bandas pioneiras do estilo no Brasil.

Veja mais fotos do show aqui e aqui.

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